piscinas

A Câmara Municipal do Nordeste e a Sociedade para o Desenvolvimento Empresarial dos Açores reuniram-se, no passado dia 18 de setembro, com empresários dos Estados Unidos da América, com o objetivo de avançar com um projeto para aproveitamento das Piscinas Municipais de Nordeste.
 

Durante a reunião, foi apresentado um projeto de aquacultura a desenvolver no edifício das Piscinas Municipais, que irá criar cerca de 100 postos de trabalho e terá um investimento inicial de 6 milhões de euros.
 
Este Complexo de Piscinas Municipais é uma obra do anterior executivo, o qual previa a sua abertura ao público em 2010, e que não veio a acontecer, encontrando-se o complexo ainda encerrado.
 
O Complexo de Piscinas obrigou a um investimento de mais de 9 milhões de euros, o qual asfixiou financeiramente o município do Nordeste, condicionando, assim, todo o desenvolvimento, social, económico e financeiro do concelho, disse o presidente da Câmara do Nordeste na ocasião.
 
O projeto das piscinas, da Empresa Gedernor, EM, agora insolvente, previa uma capacidade para 1000 utilizadores diários, para um concelho que nos Censos de 2011 rondava os 5 000 habitantes. Por outro lado e de acordo com o estudo de viabilidade económica apresentado pelo anterior executivo, este projeto só teria a utilização de 84 pessoas por dia, o que deixava antever claramente um grande desequilíbrio.
 
No entanto, o atual executivo, não baixou os braços e foi ao encontro de soluções. Diligenciou junto de empresas regionais, nacionais e estrangeiras, na procura de um projeto para dinamizar e aproveitar o edifício já existente, possibilitando, desta forma, a criação de novos postos de trabalho e o desenvolvimento económico do concelho do Nordeste.
 
“Esta é mais uma tentativa do arrumar da casa no município de Nordeste. Após a insolvência da empresa que originou uma redução direta do passivo consolidado da CMN, em mais de 9 milhões de euros, agora, unindo esforços, estamos a tentar dar utilidade a este edifício, mesmo não sendo nosso, mas que pode ter uma utilidade de enorme interesse para o concelho, quer para a economia local, para o empregabilidade e, claro, a criação de um projeto de enorme interesse para o Nordeste e para os Açores”, referiu Carlos Mendonça.