Dia Internacional da Mulher
Dia Internacional da Mulher
Publicado em 6 Março, 2020

Neste domingo, 8 de março, assinala-se o Dia Internacional da Mulher. A propósito da data, a lembrar a importância da sua criação pelas Nações Unidas e o caminho que ainda (todos) temos a percorrer, republicamos esta breve reflexão feita na Revista Municipal em 2019 por altura das celebrações.

 

Ser mulher é desdobrar-se em mil ofícios

O ano de 1975 foi designado pela ONU (Organização das Nações Unidas) como o Ano Internacional da Mulher, sendo o dia 8 de março adotado como o dia da sua celebração, com o objetivo de lembrar as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres, independentemente de divisões nacionais, étnicas, linguísticas, culturais, económicas ou políticas.

Embora se tenham alcançado grandes avanços desde então, a igualdade entre mulheres e homens continua, em vários setores da sociedade, e das nossas comunidades mais pequenas, distante do que seria desejado. Nas últimas décadas, a maioria das mulheres passou a contribuir para o rendimento da família, através de um trabalho assalariado, todavia, manteve todos os encargos e responsabilidades no cuidado da família e da casa, sendo-lhe reduzido o tempo para o descanso, para o lazer e para o cultivo de áreas de interesse cultural ou outro.

As mulheres desdobram-se em “mil ofícios”. São sobretudo elas as cuidadoras dos pais, quando estes se encontram em idade avançada e se torna necessário este apoio; são elas que mais amparam os filhos na atividade escolar; são as enfermeiras da casa; as responsáveis pela higiene e a ordem, e por um rol de responsabilidades.

Se nas cidades maiores, por força da instrução e pelos novos hábitos culturais, as mulheres passaram a dividir as responsabilidades parentais e domésticas, nas terras pequenas, o papel da mulher, no geral, manteve-se.

Este é um ligeiro retrato da mulher das nossas ilhas, e no contexto das responsabilidades em família, havendo, obviamente, muitas outras alterações e conquistas, noutros campos da sociedade, em que as mulheres continuam aquém do que seria desejável.