Data de Publicação: 12 Fevereiro, 2015

Formandos vão ter apoio da Incubadora de Empresas

A Câmara do Nordeste celebrou um protocolo com a Escola Profissional do Nordeste, de colaboração entre a Incubadora de Empresas do Nordeste e aquele estabelecimento de ensino com o objetivo de apoiar os formandos, após a conclusão do curso, na procura de uma ideia de negócio ou na implementação de um projeto no concelho.

 

Com a celebração deste protocolo os formandos da Escola Profissional do Nordeste terão facilitado toda a logística necessária para a criação de empresas, reduzindo o risco inicial inerente à criação da empresa, maior facilitismo burocrático e claro a possibilidade de ter um sede na fase inicial da empresa.

Além disto, vai permitir de forma mais fácil, o conhecimento dos tipos de apoio existentes na região e uma maior divulgação no mercado dos negócios.

 

Na assinatura do protocolo- em dia em que a Escola Profissional do Nordeste celebra 17 anos de vida- o presidente da Câmara do Nordeste, Carlos Mendonça, falou da importância de apoiar jovens promotores de ideias de negócio que garantam o autoemprego ou se possível empreguem mais pessoas, e que contribuam para o desenvolvimento e enriquecimento do concelho do Nordeste.

Dirigindo-se aos formandos da Escola Profissional do Nordeste, Carlos Mendonça salientou a pertinência de disponibilizar aos jovens, naturais e ou residentes no concelho, um conjunto de serviços, num ambiente empresarial e de desenvolvimento de ideias de negócio, bem como infraestruturas físicas que possibilitem a concretização de atividades que promovam a economia local.

Agradeceu ainda, as parecerias existentes na concretização deste compromisso com os Nordestenses, nomeadamente o Governo Regional e a SDEA.

 

“Mais do que nunca, os empreendedores estão a ser apoiados no concelho pela autarquia, reduzindo assim o risco inicial de negócio e facilitando o sucesso dos investimentos locais. No entanto, é preciso que os nossos jovens e empreendedores tenham uma mentalidade empreendedora e inovadora para assim conseguir alcançar o sucesso que todos desejamos”, acrescentou o autarca.

O protocolo agora celebrado terá uma vigência de um ano, com possibilidade de prorrogação.

 

 

Data de Publicação: 12 Fevereiro, 2015

Nordeste com bons resultados no Corta Mato Escolar

Os alunos do Nordeste tiveram uma boa prestação na prova regional de Corta Mato Escolar 2014-2015, que decorreu na ilha do Faial, a 7 de fevereiro, a contar para as provas nacionais.

Será de salientar a prestação dos atletas Matilde Borges, que ficou em 3º lugar na categoria infantis femininos, e do Hélder Soares ao arrecadar o 1º lugar da categoria juvenis masculinos e que vai ao campeonato nacional no próximo dia 7 de março.

Publicamos abaixo o quadro da classificação.

A Câmara do Nordeste felicita os alunos pelos bons resultados obtidos.

Classificação Alunos Apurados Fase Regional

Resultados Gerais

 

 

 

Data de Publicação: 10 Fevereiro, 2015

Sensibilização ambiental nas escolas do 1º ciclo

Durante o mês de janeiro e início de fevereiro, a empresa municipal Nordeste Ativo, com a colaboração da MUSAMI, deslocou-se a todas as escolas do 1º ciclo do concelho do Nordeste para uma campanha de sensibilização ambiental.

A Nordeste Ativo levou às crianças aspetos básicos da reciclagem, complementado com jogos sobre a separação dos resíduos, um folheto informativo e um desenho para colorir.

No final da sensibilização, foi ainda abordado o tema da água, explicando-se os benefícios da água e a importância da sua poupança, também complementado com um folheto alusivo ao tema.

A ação de sensibilização contou com a presença de 227 alunos do 1º ao 4º ano, além dos professores e alguns auxiliares.

Na ocasião, o presidente da Câmara do Nordeste, Carlos Mendonça, disse ser fundamental este tipo de sensibilização para que as crianças comecem a empreender desde muito cedo os cuidados a ter com a preservação do ambiente, e sendo elas também um bom veículo de transmissão destas preocupações aos adultos.

 

Data de Publicação: 10 Fevereiro, 2015

Município estabelece parcerias com empresas

Enquanto parceiro ativo de programas e de projetos de interesse social, a Câmara do Nordeste tem vindo a desenvolver e a apoiar iniciativas que visam a promoção do desenvolvimento do concelho, nomeadamente parcerias com empresas, tendo recentemente celebrado um protocolo com a Açoróptica – Sociedade Açoriana de Óptica e Ourivesaria, Lda., com estabelecimento comercial no concelho, para atribuição de descontos aos trabalhadores do município e das empresas municipais.

O apoio aos funcionários abrangerá os cônjuges e descendentes diretos, bem como os elementos do executivo da Câmara e da Assembleia Municipal do Nordeste.

Ao município, através do gabinete de Ação Social, cabe a responsabilidade de apoiar e publicitar todas as instituições e empresas parceiras, através da sua página eletrónica.

No caso em concreto da Açoróptica, a empresa aplicará o desconto de 20% em lentes, 15% em aros ou 100% de desconto na consulta, na compra de aros e lentes acrílicas antirreflexo, aos beneficiários do protocolo.

O objetivo da Câmara do Nordeste é estender a celebração deste protocolo de cooperação a outras empresas do concelho, estando a desenvolver esforços neste sentido.

Recentemente, várias empresas do concelho do Nordeste associaram-se ao município através do Cartão Dar Vida aos Anos, oferecendo benefícios às pessoas com mais de 65 anos, residentes no concelho, e que aderiram a este cartão social criado pela autarquia.

Data de Publicação: 9 Fevereiro, 2015

Autarquia leva a informática aos centros de convívio

A Câmara do Nordeste, através do gabinete de informática do município, arrancou com uma ação de formação, de iniciação à informática, nos centros de convívio de idosos do concelho.

A iniciativa do município, que recebeu a designação de Infogeração, está a ser muito bem acolhida pelos utentes dos centros de convívio (valências da Misericórdia do Nordeste), por ir ao encontro da vontade de alguns dos utentes de melhorar os conhecimentos de informática ou, noutros casos, por ser mais uma ocupação, que até pode vir a ser útil no futuro.

Nos primeiros dias da formação, é proporcionado o contacto com o computador e manuseamento do equipamento, seguindo-se a aquisição de ferramentas mais básicas como o word, o uso do correio eletrónico e o acesso à Internet.

Também com os centros de convívio de todas as freguesias, a autarquia do Nordeste promove, desde 2014, sessões de leitura com os utentes, através da deslocação de um funcionário da Biblioteca Municipal do Nordeste a estes espaços, juntando-se à leitura a possibilidade do utente requisitar livros da biblioteca.

Data de Publicação: 9 Fevereiro, 2015

Restaurante Moagem ganha concurso gastronómico

Para apoiar a restauração e impulsionar a presença dos pratos tradicionais do Nordeste nas ementas dos estabelecimentos da restauração, a autarquia lançou no final do ano de 2014 um concurso gastronómico, direcionado a toda a restauração do concelho.

Ao longo de 2015 e nos próximos anos, caso venha a resultar positivo para a restauração, a Câmara do Nordeste lançará novamente o concurso e em períodos diferentes.

Deste primeiro concurso saiu vencedor o Restaurante A Moagem, estabelecimento situado na freguesia da Salga, cuja gerência passará em breve a explorar o Restaurante Tronqueira na Vila do Nordeste.

Ao concurso, o restaurante vencedor apresentou três pratos (antigamente muito comuns na mesa das famílias nordestenses), nomeadamente o fervedouro, os chicharros com molho de vilão, os torresmos com vinha de alhos e inhame, e o arroz doce a completar a refeição, sendo a sobremesa o prato que recebeu a maior votação do conjunto apresentado.

Ao estabelecimento vencedor, a Câmara do Nordeste atribui uma estadia de fim-de-semana para duas pessoas, em regime de meia pensão, num hotel da cidade de Coimbra, sendo esta conhecida pelas tradições gastronómicas.

Data de Publicação: 9 Fevereiro, 2015

Carlos Mendonça em entrevista ao Jornal das Autarquias Locais

Jornal das Autarquias

Entrevista ao presidente da Câmara Municipal do Nordeste


Jornal das Autarquias – Com o aumento do desemprego devido à crise que se gerou, estamos a assistir a um aumento de pobreza muito violento. Qual a vivência da autarquia com este novo fenómeno social?

 

Carlos Mendonça – As políticas assumidas pela Câmara Municipal de Nordeste, em toda a sua plenitude, têm como objetivo primordial a promoção do bem-estar dos nordestenses e o combate ao desemprego e às consequências sociais que advêm do mesmo.

O desemprego é uma preocupação transversal a todos os concelhos da Região Autónoma dos Açores e do país e que assola muitas famílias que assim veem reduzir o seus rendimentos e bem-estar.

Para diminuir o efeito das distantes políticas centrais, sobre o emprego, que promovem nada mais que a desigualdade entre os portugueses, a Câmara Municipal de Nordeste, está, de momento, a recorrer aos vários programas de emprego da Direção Regional do Emprego e Qualificação Profissional, do Governo Regional, por forma a potenciar o poder de compra das famílias abrangidas pela autarquia. Uma vez, que a república infelizmente impede diretamente as autarquias de combater o flagelo do desemprego existente no País. Tal objetivo foi tido em consideração na elaboração do Plano e Orçamento para o ano de dois mil e quinze, documento realista e transparente que dá primazia à ação social ao invés da realização de grandes obras que não apoiem diretamente as famílias.

Outros procedimentos estão a ser tomados neste sentido, como é o caso do Fundo Municipal de Emergência, o Cartão “Dar Vida aos Anos”, o Regulamento Municipal de Apoio à Habitação Degradada, Regulamento Municipal de Atribuição de Bolsas de Estudo, entre outros.

A promoção do empreendedorismo por parte dos empresários locais, em parceria com as várias instâncias governamentais regionais, mostra-se como uma grande aposta da Câmara Municipal de Nordeste que, desta forma, pretende aumentar o capital financeiro das empresas sediados no concelho e indiretamente, o emprego.

 

J.A.- Qual a sua opinião sobre as medidas que o governo pensa implementar após a decisão do Tribunal Constitucional, ao chumbar algumas leis?

Relativamente às medidas adotadas pelo Governo da República pouco se tem a acrescentar a não ser sublinhar a falta de humanidade das mesmas que empurram os portugueses, cada vez mais, para o desemprego e para a desigualdade social. Trata-se de uma estratégia claramente pobre e sem fundamento social, pois, como já foi dito, à diminuição do poder de compra dos portugueses está associado o empobrecimento da economia e a diminuição da autoestima dos mesmos.

Entretanto há que felicitar o Governo Regional dos Açores que, ao invés do Governo da República, está a desenvolver políticas sociais que pretendem colmatar as políticas centrais, nomeadamente, a promoção do emprego.

As decisões do Tribunal Constitucional, vêm dar razão aos comentadores que constantemente afirmam que este governo está desde o seu inicio impreparado para governar o País e de perceber a importância do Poder Local para o desenvolvimento da economia local.

 

J.A.- Acha que estas medidas de austeridade que estão a ser tomadas resolvem o problema do país?

Não, e o fato do Orçamento de Estado se encontrar em risco de não cumprimento do défice autotizado pela União Europeia aponta neste mesmo sentido. Tratou-se de medidas de austeridade que empurraram o país e os portugueses para a pobreza. Quando este governo entrou, o País tinha uma dívida enorme para ultrapassar. Este governo afirmou-se perante o povo português como a solução para reduzir e diminuir o nível de dívida nacional. Após estes anos, este governo criou um aumento exponencial da dívida. Aumentaram em mais de 30% a divida total, e empobreceram as famílias e as nossas empresas.

 

J.A.- Qual a vossa opinião sobre a emigração (forçada/aconselhada) dos nossos jovens, principalmente os mais credenciados?

A emigração é um fenómeno que desde sempre se verificou na nossa sociedade e na nossa história e tem aspetos positivos e negativos, como por exemplo: à emigração está associado o elevado custo para o Estado Português que assim vê o investimento na educação dos portugueses destinado a promover o desenvolvimento dos países que acolhem os nossos emigrantes. No entanto ao regressarem ao país de origem os portugueses trazem na sua bagagem conhecimentos e vivências que os possibilitarão alargar os seus horizontes e investir em Portugal, mas para tal é necessário que Portugal incentive os seus emigrantes a regressarem às suas origens, fato que não se está a verificar, pelo menos para já.

Com as dificuldades existentes no país temos observado um aumento da emigração, de jovens com qualificações que tornam o nosso país mais pobre e menos capacitado, no que concerne ao seu futuro. Lamentamos que esta redução de população ativa no país, seja aproveitada pelo atual governo como forma de dizer a todos que estão a reduzir as taxas de desemprego do país. Lamentamos é que mais de 100.000 jovens emigraram por falta de oportunidades num país que tanto precisa deles para se dar uma viragem naquilo que é a nossa realidade atual. O Municipio do Nordeste, através dos programas existentes pelo Governo Regional dos Açores tudo tem feito para beneficiar os estudantes universitários de forma a facilitar assim a entrada no mercado de trabalho e ao mesmo tempo, poder aproveitar os seus conhecimentos em benefício do municipio. E assim, poder de alguma forma combater o desejo dos nossos jovens qualificados emigrarem em busca de melhores oportunidades.

 

J.A.- Sendo uma grande parte da população com idade superior a 65 anos e, na maioria com reformas mínimas e sem qualquer apoio familiar, qual o apoio que essa autarquia presta a essa faixa etária?

As questões sociais assumem, para a Autarquia, um papel de destaque, não podendo esquecer todos aqueles que, tendo contribuído ao longo das suas vidas para o desenvolvimento do Município, não podem agora ser marginalizados ou excluídos. O fenómeno natural do envelhecimento não deve ser tratado como fato consumado, mas antes como uma etapa que é preciso valorizar.

A Câmara Municipal propôs a implementação do Cartão “Dar Vida aos Anos” em parceria com as entidades cívicas, de forma a ampliar o âmbito do apoio aos beneficiários com mais de sessenta e cinco anos, nomeadamente, benefícios em iniciativas culturais, recreativas e desportivas promovidas pela autarquia; transporte e renovação de receituário crónico, em parceria com o Centro de Saúde de Nordeste; execução, mediante solicitação, com descrição de pequenas tarefas, de pequenas reparações e manutenção das suas habitações ao abrigo do projeto “Oficina Domiciliária”; descontos resultantes de parcerias com a sociedade civil; apoio na aquisição de receituário crónico, em farmácias sediadas no Concelho, devidamente comprovado pela classe médica até ao máximo de €50,00 anuais, por beneficiário e isenção de taxas municipais devidas pela execução de obras de conservação, ampliação, alteração e reconstrução de fogo destinado exclusivamente a habitação e cujo orçamento total não ultrapasse os €10.000.

 

J.A.- Qual a sua opinião sobre o novo mapa judiciário, incluído a redução de tribunais?

No que concerne ao Nordeste, a Câmara Municipal, critica a extinção do Tribunal do Nordeste e a sua substituição por uma secção de proximidade, achando que o Governo da República faz “cortes” na Justiça sem conhecer “a realidade dos meios rurais”, indo contra a própria Constituição da República.

Trata-se de cortes feitos dentro de um escritório sem conhecimento da realidade concelhia dos meios rurais que não têm em consideração a realidade dos concelhos, no nosso caso, do Nordeste, nem a questão dos transportes públicos uma vez que um habitante do Nordeste ao deslocar-se ao concelho da Ribeira Grande terá que perder o dia todo. O Governo com esta medida, afasta o direito de todos da sua proximidade com os serviços da justiça, tranzendo com isto consequências enormes para a segurança e bem-estar dos municipes nordestenses.

Lamentamos ainda mais, pelo facto que o Governo não tem qualquer encargo com o edificio do tribunal, pois o edificio é sedido pelo municipio, a manutenção deste tem sido feita pelo municipio e a própria autarquia tem disponibilizado colaboradores/trabalhadores do municipio para apoiar os serviços do tribunal.

 

J.A.- O que pensa sobre a eliminação da repartição de finanças, principalmente no interior dos pais?

Neste caso, importa referir que a Câmara Municipal de Nordeste pediu, ao Governo da República, que reconsiderasse a intenção de encerrar o Serviço de Finanças do Nordeste tendo em conta as especificidades e caraterísticas da região e, em especial, do concelho.

Apelou-se, também, ao Presidente da República, Dr. Aníbal Cavaco Silva, para que intervisse no sentido de garantir o cumprimento da Constituição e o cumprimento dos princípios de coesão nacional e territorial, respeitando, deste modo, as especificidades da Região.

Solicitou-se, ainda, ao Governo dos Açores, que fizesse todas as diligências necessárias, junto do Governo da República, para que o Serviço de Finanças do Nordeste não fosse encerrado.

A Câmara Municipal considera que tal medida terá consequências nefastas para as populações residentes no concelho, visto que, na altura, não foi prestado qualquer esclarecimento sobre a forma concreta como se processaria o contato presencial dos contribuintes do concelho com a administração fiscal.

Não se compreende a aplicação desta medida no concelho de Nordeste uma vez que o Serviço de Finanças do Nordeste funciona num edifício do município, recentemente reabilitado, cujo único encargo para o Estado é o pagamento da água e luz e, do nosso conhecimento, não existem encargos com chefia, pois este serviço é dividido com o Serviço de Finanças de Vila Franca do Campo, e funciona com duas funcionárias, sendo uma delas funcionária do município, deslocada para prestar apoio no atendimento relativo aos impostos municipais.

O encerramento deste serviço não teve em consideração o fato de o Nordeste continuar a ser um concelho periférico, cuja distância, para a generalidade da população idosa que se dirige aos centros urbanos da ilha, continua a depender do transporte público, com uma carreira diária. Ainda mais, de uma população idosa e nem todos têm acesso a internet.

 

J.A.- Com a redução do parque escolar e falta de colocação de professores, como tem reagido a população a esta medida e quais as suas consequências?

A Educação em Portugal é sem dúvida, mais uma área, que precisa de intervenção urgente. Como a Região Autónoma dos Açores têm a sua autonomia especial na área da Educação, não tem notado aquilo que é a realidade do continente. No entanto, a redução do parque escolar, dever-se-á à diminuição significativa do número de alunos e da natalidade. Trata-se de um fato realista que está associado às políticas centrais pobres que, em nada abonam a favor da manutenção da sustentabilidade das famílias portuguesas. As famílias estão, deveras, apreensivas relativamente ao seu futuro e ao futuro dos seus filhos.

É certo que não interessa à população e às autarquias o encerramento de escolas, transferências dos alunos para outras freguesias e/ou concelhos nem se depararem com maus resultados escolares da parte dos seus filhos mas tal só poderá ser invertido quando as políticas centrais tiverem em consideração o bem-estar do indivíduo. O aumento do desemprego entre os portugueses e da carga horária laboral dos trabalhadores certamente não promoverão um maior envolvimento dos pais na educação dos seus filhos, até pelo contrário.

Penso que será unanime afirmar que o Governo Regional dos Açores, apesar dos constrangimentos devidos à insularidade e dispersão das ilhas açorianas, tudo tem feito para apaziguar os danos provocados pela administração central na área da educação, tendo em uma especial atenção para com a colocação atempada de docentes nas escolas e nos apoios às mesmas.

A autarquia de Nordeste tem envidado esforços no sentido de apoiar a educação e o ensino no concelho através de apoios variados às suas escolas que revestem a forma de material, equipamento, formação para os professores, auxiliares e alunos e na realização de atividades direcionadas para as camadas mais jovens, como por exemplo, a promoção da atividade física e hábitos de vida saudáveis. E por fim em 2015, vamos iniciar a colocação de pessoas qualificadas pelas freguesias e pelos espaços informáticos das diferentes freguesias para apoiar em esplicações e apoio nos trabalhos de casa dos nossos alunos, e assim apoiar ainda mais no ensino local.

 

J.A.- Com os problemas que têm surgido com o encerramento total ou parcial de Unidades de Saúde, como se encontra o vosso concelho, nesta área?

No que concerne ao encerramento serviço do Atendimento Permanente do Centro de Saúde de Nordeste durante o período noturno, das 0h000 às 08h00, como consequência da reestruturação do Serviço Regional de Saúde, a Câmara Municipal de Nordeste, em 22 de maio do corrente ano, aprovou uma Moção a manifestar frontal oposição ao encerramento daquele serviço nos termos propostos. Tal oposição deve-se ao fato de vivermos num concelho com uma população bastante idosa tornando-se muitas vezes dificil estes saberem utilizar o sistema atual para o atendimento de urgência durante este periodo noturno, ou seja, o serviço de call center.

A Câmara Municipal intenta, ainda, que o Centro de Saúde de Nordeste, em termos de classificação, seja classificado como Centro de Saúde Avançado, e mantenha os serviços que sempre prestou, designadamente no período noturno, com atendimento de urgências e internamentos.

Estamos cientes que para as situações de verdadeira urgência, a deslocação diretamente para o serviço mais preparado para estes serviços na área da saúde, ou seja, Hospital Divino Espirito Santo em Ponta Delgada, é a melhor solução para os utentes, ainda mais que estes podem ser acompanhados pelos serviços especializados das viaturas SIV. Mas como temos uma população idosa bastante significativa, seria de enorme interesse público manter o serviço de atendimento permanente aberto as 24 horas, promovendo assim um maior facilitismo para o respetivo atendimento dentro do nosso concelho.

 

J.A.- Como é que esse concelho se encontra em termos de vias de comunicação?

O concelho de Nordeste era considerado até a muito pouco tempo atrás, a décima ilha dos Açores, devido ao seu isolamento dentra da maior ilha dos Açores, S- Miguel. Levando mais de 1h30 minutos para chegar ao grande centro urbano da ilha, a cidade de Ponta Delgada. Através de uma estrada regional constituida por curvas e contra curvas.

Graças à coragem de Carlos César e o seu governo, com a construção das SCUTS, e o seu eixo Norte, agora é possivel chegar ao centro urbano da ilha em menos de 40 minutos, com mais segurança e qualidade.

O grande desafio deste concelho que este ano celebra 500 anos de elevação a concelho, é os Nordestenses, empresários e autarcas serem capazes de aproveitar esta mais valia que nos foi dado.

No que concerne a transportes públicos, infelizmente ainda estamos limitados naquilo que são os horários que levam ainda mais de uma hora e meia a um Nordestense se deslocar a Ponta Delgada. Sendo necessário perder um dia inteiro para fazer o regresso ao municipio. Pois os transportes são feitos logo de manhã (7hrs) e o seu regresso ao fim do dia (18hrs).

Para tal, é também necessário perceber que o público em geral é pouco para que as empresas de transportes públicos possam melhorar ainda mais o número de circuitos por dia.

 

J.A.- Além dos problemas acima mencionados, quais os que considera que necessitam de maior intervenção no concelho?

Importa o quanto antes, mudar a mentalidade dos Nordestenses, na forma como encaramos o Poder Local e a realidade do nosso concelho de Nordeste.

Importa acreditar na nossa capacidade empreendedora no concelho e com isto aproveitar os fantásticos recursos naturais e paisagísticos do concelho de Nordeste.

Importa abrirmos as fronteiras do concelho como nunca antes e com isto, promover formas de atrair pessoas que nos visitem e com isso tragam mais receita para o municipio, em especial para os nossos empresários locais.

Com as nossas novas acessibilidades, os empreendedores e empresários têm de perceber que têm que melhorar a sua qualidade dos serviços, pois é certo que podemos receber mais pessoas no concelho, mas também é mais fácil e mais rápido sair do concelho em busca de outros melhores serviços não conseguidos no concelho.

 

J.A.- Quais as perspetivas que tem para o futuro do concelho?

Uma esperança enorme da cor que mais se evidencia em todo o nosso concelho. A nossa primeira fonte de riqueza local é a agricultura e quero acreditar que com o apoio necessário do Governo Regional e do Poder Local, podemos a breve trecho colocar o turismo como a segunda maior fonte de riqueza local. Mas para isto acontecer, é preciso os nossos empresários e empreendedores mudar a forma de estar na comunidade. È necessário uma maior união de esforços, por parte de todos criando parecerias de forma a melhorar os serviços de atendimento e assim, os nossos visitantes sentirem que além do concelho de Nordeste ser o concelho mais lindo dos Açores, é o concelho onde se conseguem vender qualidade e emoções, pois o turismo nos tempos de hoje quer exatamente isto, comprar qualidade e emoções.

E a nivel do Poder Local, acreditar que é possivel nos próximos anos equilibrar as contas e com isso, também apoiar a nossa economia local.

 

J.A.- Qual o seu grande projecto para a autarquia?

Equilibrar as contas da autarquia, e ser uma autarquia equitativa junto dos municipes e de todas as instituições locais.

Conseguir, ser capaz, sempre, em todos os projetos e gastos, ter noção daquilo que são as verdadeiras prioridades para o desenvolvimento e bem-estar do concelho.

 

J.A.- Como se encontra a situação financeira da autarquia?

O municipio de Nordeste em 2007 aderiu a um empréstimo e plano de Saneamento Financeiro para tentar equilibrar as contas do municipio.

Em 2013 antes deste executivo tomar posse, o anterior executivo aderiu a um empréstimo de cerca de 13 milhões de euros, através do PAEL e Reequilíbrio Financeiro para tentar mais uma vez equilibrar as contas do municipio.

Durante muitos anos, foram feitos projetos, sem se ser capaz de definir as verdadeiras prioridades do concelho e sem se avaliar os custos. Hoje infelizmente, encontramos uma autarquia em situação financeira bastante dificil pois os compromissos com a banca são enormes, prejudicando aquilo que são as pretenções deste executivo nestes anos de mandato, no entanto, estamos cientes, que se o equilibrio e a renegociação dos empréstimos forem alcançados, estamos também a apostar na economia local.

Como exemplo disto, são os prazos médios de pagamentos que encontramos em outubro de 2013, onde os nossos fornecedores de serviços levavam em média mais de 1400 dias a receber e neste momento reduzimos para menos de 35 dias, o que é de enorme importância para as nossas empresas locais e empresários.

 

 

J.A.- Qual o apoio que a autarquia pensa prestar às Juntas de Freguesia e a que nível?

Anualmente, a Câmara Municipal de Nordeste celebra protocolos de cooperação com as Juntas de Freguesia do concelho por forma a apoiar a sua ação enquanto elo de proximidade para com os munícipes. Tais protocolos envolvem um apoio financeiro destinado à reparação e manutenção dos caminhos municipais e realização de projetos de interesse para o concelho e para os nordestenses. Anualmente, através dos programas de emprego da Direção Regional do Emprego e Qualificação profissional, são cedidos trabalhadores às várias Juntas de Freguesia do concelho por forma a apoiá-las na execução dos seus compromissos e projetos e, assim, também a combater o desemprego existente em cada uma das freguesias.

Em 2014, pela primeira vez nos ultimos 4 anos, fomos capazes de não reduzir os valores dos acordos de execução com as Juntas de Freguesias, de forma assim, apoiar também a economia local, e promover uma maior atividade daquele orgão político que está mais proximo das populações.

 

J.A.- Qual o envolvimento da população nos projetos da autarquia?

A Câmara Municipal de Nordeste entende que devem os munícipes ser ativos e pró-ativos no que concerne às políticas do poder local. Tal fato é mostrado através do seu orçamento participativo que visa promover uma progressiva participação das instituições e cidadãos na discussão e elaboração do orçamento público municipal; reforçar os mecanismos de transparência e de credibilidade da administração; incentivar o diálogo entre eleitos, técnicos municipais, cidadãos e a sociedade civil, de forma organizada, na procura de melhores soluções para os problemas, tendo em conta os recursos disponíveis, promover uma democracia de proximidade; contribuir para a educação cívica, permitindo aos cidadãos integrar as suas preocupações pessoais com o bem comum, compreender a complexidade dos problemas e desenvolver atitudes, competências e práticas de participação; adequar as políticas públicas municipais às necessidades e expetativas dos munícipes; aprofundar a transparência da atividade autárquica, o nível de responsabilização dos eleitos e da estrutura municipal, contribuindo para reforçar a qualidade da democracia; participação informada, ativa e construtiva dos munícipes, nos destinos do Governo Local.

Dar mais do que nunca, a voz à população, no que concerne à gestão do poder local, e o orçamento participativo e os conselhos municipais de juventude são medidas que nos proposemos criar no concelho para de promover esta proximidade.

 

J.A.- Quer deixar alguma mensagem aos cidadãos do seu concelho?

Nesta altura de reflexão e de união, deixo uma mensagem de esperança, que o nosso desejo e vontade de colocar o concelho de Nordeste, num local onde se vive com muita qualidade e onde sabemos receber como ninguém, é possivel. Sendo necessário para isto, criar pareceria, com o Governo, com as nossas instituições, empresários e sociedade em geral. Colocando sempre o Nordeste acima de qualquer interesse pessoal em todas as nossas tomadas de decisão.

Há um ano atrás decidiram dar um Novo Rumo aos destinos de Nordeste, escolhendo uma nova equipa para liderar o Poder Local. É nossa convicção continuar a valorizar este voto de confiança que nos foi dado, de forma a poderem acreditar que como Nordestenses, acreditamos muito no Nordeste e naquilo que ele pode ser, porque dentro de nós, também temos muito verde, verde de esperança, tal como aquele que encontramos nas paisagens do Nordeste.

 

J.A.-Não querendo entrar na sua privacidade, e, sabendo nós, que a vida de autarca é bastante    abrangente e nem sempre compreendida, onde fica a família no meio disto tudo?

A família tem de estar sempre próxima, pois sem o apoio destes e a presença, dentro daquilo que é possivel, torna-se ainda mais dificil ultrapassar as dificuldades deste desafio que todos os autarcas passam no seu dia-a-dia.

Sem o apoio familiar podemos perder a motivação necessária para lutar diáriamente por um local melhor para viver, ainda mais quando este local é o local onde gostamos de viver e queremos criar os nossos filhos de forma a estes poderem ter um futuro melhor, tal como todos os outros nordestenses.

 

J.A.- Por último, gostaríamos que opinasse sobre o Jornal das Autarquias.

Congratular a função informativa que este jornal tem, junto dos municipes, informando e dando a conhecer as realidades dos 4 cantos do nosso país. Aquilo que são as preocupações e soluções encontradas para os problemas dos dia-a-dia que encontramos.

Que a vossa missão continue em prol de um país com municípios sem fronteiras.


http://www.jornaldasautarquias.pt/pages/Acores/?page=entrevista_pcm_nordeste

Data de Publicação: 5 Fevereiro, 2015

Banco alimentar e apoio a idosos são as propostas mais votadas no OP

A criação de um banco alimentar para famílias carenciadas e a constituição de uma equipa pluridisciplinar para visita domiciliária a idosos foram as propostas mais votadas pelos nordestenses no Orçamento Participativo, medida implementada pelo município do Nordeste para que a população pudesse pronunciar-se sobre o orçamento municipal.

A câmara municipal avançará no corrente ano com as duas propostas mais votadas, sendo que a implementação de visitas domiciliárias aos idosos surgirá como um complemento às medidas sociais “Dar Vida aos Anos” e à “Oficina Domiciliária”, já integradas no Orçamento de 2015. Esta ação consistirá na realização de visitas periódicas aos idosos do concelho com o propósito de acompanhar a medicação e os hábitos alimentares, assim como no levantamento de algumas necessidades do idoso. Para a implementação de mais este apoio aos idosos, a câmara prevê a possibilidade de parceria com a Santa Casa da Misericórdia e com a PSP do Nordeste, conforme indica a proposta do Orçamento Participativo.

O banco alimentar para famílias carenciadas consistirá na criação de um banco de alimentos destinado a solucionar problemas prementes de famílias economicamente mais vulneráveis, concretizável através de um protocolo a celebrar entre o município e as juntas de freguesia, sendo estas responsáveis pela referenciação das famílias beneficiárias.

Ao todo, o Orçamento Participativo do Município do Nordeste englobou 16 propostas, demonstrando um bom resultado da participação das populações nas duas Assembleias Participativas que decorreram em 2014.

Para a câmara municipal, referiu o presidente da autarquia em comunicado, este Orçamento Participativo demonstra a preocupação do executivo de aproximar as populações às decisões do poder local, tendo a votação demonstrado a atenção dos nordestenses para com a área social e para com as pessoas mais vulneráveis, no contexto de dificuldade que se atravessa.

Orçamento Participativo- Lista de Propostas

 

Data de Publicação: 5 Fevereiro, 2015

Município parceiro de escola superior de Coimbra em estudo sobre prevenção de quedas

A Câmara do Nordeste associou-se à Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra e ao Sensing Future Technologies Company no estudo que este instituto está a desenvolver no âmbito da prevenção de quedas e fraturas na população idosa, concretamente em pessoas com 55 ou mais anos.

O objetivo do projeto será contribuir para a qualidade de vida da população mais idosa, dando-lhe conhecimento e ferramentas (não só ao idoso como aos técnicos de saúde) para que possam ser evitados problemas maiores de saúde originados por quedas e consequentes fraturas.

Com o lema “Dar Vida aos Anos”, a Câmara do Nordeste promoveu em 2014 dois rastreios que integram o estudo daquela instituição superior de Coimbra, realizados em todas as freguesias do concelho, também com a colaboração da Santa Casa da Misericórdia do Nordeste.

A população idosa tem tido uma atenção especial do município do Nordeste, através de várias ações direcionadas para a qualidade de vida desta camada da população.

Sob o tema Dar Vida aos Anos, a autarquia levou a afeito ações como o Fórum da Saúde, com rastreios à diabetes e à hipertensão e conferências à volta da saúde e da qualidade de vidas dos idosos; criou o cartão social Dar Vida aos Anos, que vai permitir descontos no acesso à medicação, apoios pontuais na habitação, no acesso a vários serviços existentes no concelho e a outros benefícios; a criação do Banco de Ajudas Técnicas, apoiando com equipamentos de promoção do bem-estar diário e permitindo uma maior autonomia no dia-a-dia dos idosos mais isolados e com menor autonomia física, e agora este rastreio ao risco de quedas e fraturas, que arrancou já em outubro do ano passado.

No corrente ano, a câmara municipal pretende dar continuidade a estas e a outras iniciativas com vista ao acompanhamento da população mais idosa, sendo possível desta forma dar mais vida aos anos.

 

Data de Publicação: 4 Fevereiro, 2015

Município do Nordeste aposta na agricultura

A Câmara do Nordeste, em parceria com a Ordem dos Economistas da Delegação Regional dos Açores e o Clube de Produtores Continente Açores, levou a efeito uma ação de sensibilização, destinada principalmente aos produtores agrícolas do concelho, como forma de incentivo à produção agrícola que possa ser exportada e diretamente vendida aos hipermercados Continente.

Trata-se de uma iniciativa que pretende essencialmente canalizar mão-de-obra para a produção de bens que permitam o desenvolvimento económico do concelho e das famílias nordestenses.

A Câmara do Nordeste ciente das dificuldades que decorrerão da liberalização das quotas leiteiras, que afetará as famílias que não consigam reunir as condições necessárias para aumentar a eficácia das suas explorações leiteiras, entende que “este é também, mais do que nunca, o momento de apostar noutros mercados e outras vias de desenvolvimento”, disse o presidente da câmara na ocasião.

Por esta razão, o executivo camarário está, desde o início do seu mandato, a sensibilizar os cidadãos para a pertinência de investir em novos mercados, por forma a aumentar a sustentabilidade e o futuro das suas famílias, sendo exemplo desta intenção a criação da Incubadora de Empresas do Nordeste, que já se encontra a funcionar no concelho.

“Iniciativas deste género, que tenham como objetivo aumentar a riqueza do concelho do Nordeste e sua população, decorrerão durante todo o mandato, pois o município deve de ser sempre um parceiro ativo na promoção de atividades que tragam mais-valias económicas ao Nordeste e aos seus residentes”, disse ainda Carlos Mendonça na intervenção que dirigiu aos produtores do concelho.

Data de Publicação: 4 Fevereiro, 2015

Câmara avança com plano de gestão da rede de águas

A Câmara do Nordeste pretende conhecer em profundidade o sistema de abastecimento de água existente no concelho, de modo a colmatar alguns problemas no abastecimento e na qualidade da água servida à população.

O Plano Geral de Gestão do Abastecimento de Água vai permitir o levantamento de falhas ou de necessidades existentes, e assim promover melhoramentos e a neutralização de alguns desperdícios que existem atualmente na captação e no armazenamento de água.

O Plano Geral de Gestão de Água servirá igualmente de suporte aos investimentos a efetuar a curto e a médio prazo no abastecimento de água, “evitando-se exageros e erros de decisões, dando-se prioridade às necessidades mais evidentes nesta área, que é  grande preocupação para o municipio”, avançou a câmara municipal.

A primeira ação da câmara passará por um levantamento da rede, freguesia a freguesia, seguindo-se a elaboração do Plano e subsequente revisão do tarifário a aplicar aos consumidores, numa perspetiva de perceção e de garantia de sustentabilidade económica e financeira, quer em termos de custos de investimento quer de exploração.

Depois desta fase, será elaborado um relatório da situação atual da captação e abastecimento de água, do estado de conservação dos depósitos e meios de captação, da funcionalidade da rede e das necessidades das populações, para daí passar para a otimização dos serviços, criando-se novas infraestruturas se necessário.

Data de Publicação: 2 Fevereiro, 2015

Bolsa de estudo para alunos carenciados que frequentam a universidade

A Câmara do Nordeste, consciente de que a precariedade económica de alguns agregados familiares do concelho constitui uma dificuldade para a prossecução dos estudos ao nível do ensino superior, considera fundamental a atribuição de bolsas de estudo a estudantes oriundos de famílias economicamente mais vulneráveis.
Neste sentido, a autarquia criou um regulamento para atribuição de bolsa de estudo a alunos carenciados, aprovado por unanimidade na última reunião ordinária da câmara, estando neste momento o documento em fase de discussão pública.

O município considera a medida como sendo igualmente positiva para o combate à desertificação dos jovens no concelho e para o desenvolvimento cultural e económico do Nordeste a longo prazo, combatendo deste forma algumas necessidades que o concelho tem no que diz respeito ao conhecimento e à capacidade empreendedora da população.
A Câmara do Nordeste atribuirá anualmente o máximo de cinco bolsas de estudo, sendo que não deverá ser atribuído mais do que uma bolsa por agregado familiar.

A apresentação de candidaturas está definida para o mês de outubro e o montante de cada bolsa será de 1.100 euros anuais, pago em duodécimos. O município apoia também com uma viagem aérea os beneficiários de bolsa que estudem fora da ilha de São Miguel.

Para poderem candidatar-se à atribuição de bolsa, os interessados terão de residir no concelho há mais de três anos, dando prioridade aos agregados familiares com rendimento per capita não superior ao Salário Mínimo Regional, ter aproveitamento escolar e não possuir habilitações ou curso equivalente àquele que frequenta. Também é dada prioridade aos candidatos portadores de alguma deficiência desde devidamente justificada.
Como contrapartida da atribuição de bolsa, os beneficiários ficam sujeitos aos estágios efetuados no concelho e obrigados a concorrer durante 3 anos a trabalho também no concelho. Não sendo possível no concelho, terão de concorrer para a Região.