Data de Publicação: 13 Fevereiro, 2017

Semana dos Escritores

Semana dos Escritores e Vultos Nordestenses
 

A Câmara Municipal do Nordeste evoca os nordestenses que se destacaram na escrita através da realização de uma exposição bibliográfica, a ter lugar no Posto de Turismo do Nordeste entre 15 e 22 de fevereiro.

A exposição é organizada pela Biblioteca Municipal do Nordeste, através do seu espólio bibliográfico, do qual constam cerca de 40 nordestenses com obras publicadas, nos géneros de prosa, poesia, ensaio e mesmo no jornalismo.

Além das notas bibliográficas sobre cada um dos autores, fará parte da exposição uma seleção de livros, na qual são privilegiados os escritores nordestenses já falecidos e que deixaram um número considerável de publicações mas também escritores de renome da atualidade como é caso de João de Melo.

Na sessão de abertura da Semana dos Escritores e Vultos Nordestenses, será entregue o prémio do Concurso Dinis da Luz 2016, prémio que homenageia um ilustre poeta, escritor e jornalista nordestense. A sessão de abertura e entrega do prémio terão lugar pelas 19h30.

Data de Publicação: 13 Fevereiro, 2017

Estalagem reabre em abril

Estalagem dos Clérigos reabre em abril após diligências efetuadas pela Câmara do Nordeste
 

A Estalagem dos Clérigos reabre no próximo mês de abril, através do grupo The Lince (Europa Ar-Lindo), em sistema de arrendamento por cinco anos, com a opção de compra aos proprietários, ao Grupo Bensaúde.

O grupo The Lince, proprietário do The Lince Açores e do The Lince Madeira e de outros espaços de alojamento local no país, está a avaliar a hipótese de se incubar, com uma nova empresa (The Lince – Nordeste) na Incubadora de Empresas do Nordeste, sendo outra mais-valia para o concelho e para a economia local, na opinião do município do Nordeste, que se congratula com a reabertura da unidade hoteleira, após mais de três anos de diligencias, efetuadas pelo atual executivo junto do Grupo Bensaúde, assim como de diversos empresários do ramo na Região Autónoma da Madeira, no continente português, nos Estados Unidos, no Canadá e mesmo dos Açores.

Para Carlos Mendonça, a reabertura da Estalagem dos Clérigos resulta de um “compromisso eleitoral do seu executivo, que se cumpre agora, tendo a câmara, desde o primeiro minuto, mostrado interesse em mudar o rumo da Estalagem dos Clérigos, disponibilizando-se como parceiro ativo na restruturação e na reabertura do empreendimento, assim como na aposta em eventos que levassem pessoas ao concelho”, refere o autarca.

“Este é um passo de enorme importância para o desenvolvimento económico e social do Nordeste e para o aumento do turismo neste concelho, onde a ilha é outra”, disse Carlos Mendonça, acrescentando que “desde o primeiro minuto o Grupo Bensaúde tem recebido de forma aberta os empresários que temos encaminhado para reuniões ou apresentação de propostas, demonstrando, desde algum tempo, vontade em resolver o assunto em benefício do Nordeste e em benefício da reabertura do empreendimento”.

Por outro lado, a câmara municipal conta, com a reabertura da unidade hoteleira, apoiar a contratação através da Bolsa de Emprego, criada pela autarquia, assim como do projeto Eu Sei Fazer, também iniciativa do município.

A Estalagem dos Clérigos abriu em 2002, com 29 quartos (incluindo uma suite), dois apartamentos, um salão para festas, sala de jantar e jardim com piscina exterior. Manteve-se no ativo até janeiro de 2013.

Data de Publicação: 7 Fevereiro, 2017

Câmara recebe comandante da ZMA

Câmara do Nordeste recebe comandante da Zona Marítima dos Açores
A Câmara Municipal do Nordeste recebeu, no dia 2 de fevereiro, o comandante da Zona Marítima dos Açores, comodoro Valentim José Pires Antunes Rodrigues, para apresentação de cumprimentos, na sequência da sua tomada de posse em novembro último.

Recebido pelo vice-presidente da câmara municipal, Milton Mendonça, a visita institucional do responsável da Zona Marítima dos Açores permitiu abordar assuntos como a cooperação entre a Marinha e o concelho; a possibilidade de realização de algumas exposições itinerantes organizadas pela Marinha; a sensibilização dos alunos do ensino secundário, concretamente do 11º e 12º ano, para a oferta profissional da Marinha, e ainda sobre a atual situação económica e social do concelho do Nordeste.

O Comando da Zona Marítima dos Açores é responsável, entre outras funções, por assegurar o funcionamento do Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Ponta Delgada e pela fiscalização dos espaços marítimos, sob soberania ou jurisdição nacional, na Região Autónoma dos Açores.

Data de Publicação: 6 Fevereiro, 2017

Câmara desafia restauração para a qualidade

Câmara do Nordeste desafia restauração para a qualidade

 

A Câmara Municipal do Nordeste premiou, no passado dia 27 de janeiro, os espaços da restauração que concorreram ao Concurso Gastronómico de Inverno, lançado pela Associação de Desenvolvimento Local do Nordeste (ADLN), com a finalidade de promover a qualidade e a diversidade da oferta gastronómica do concelho.

 A Casa de Pasto O Cardoso, o Snack-bar O Forno e o Snack-bar Jarrinha – estabelecimentos que concorreram ao concurso – tiveram uma oferta diferente na segunda quinzena de dezembro, em resultado do concurso, sendo a ementa diária composta por uma sopa, por um prato de peixe e por outro de carne, além de uma sobremesa, nos quais puderam votar os clientes.

A Casa de Pasto O Cardoso arrecadou o certificado de melhor prato de peixe, sendo O Forno certificado com o melhor prato de carne e com a melhor sobremesa. Apesar de ter ido a concurso, nenhum espaço se candidatou à categoria de melhor sopa.

O Concurso Gastronómico resulta da vontade manifestada pelos empresários da restauração, no sentido de que os eventos de promoção da gastronomia local tivessem lugar nos próprios estabelecimentos e com maior frequência, em detrimento das feiras gastronómicas, que implicam uma logística mais pesada para os empresários.

Na entrega dos certificados e dos diplomas de participação, o presidente da Câmara do Nordeste, Carlos Mendonça, referiu-se ao Concurso Gastronómico como sendo uma iniciativa de sucesso, a contar com a participação conseguida, onde mais de uma centena de pessoas deixou a sua votação nos boletins de voto disponibilizados pelos restaurantes.

A Câmara do Nordeste pretende dar continuidade a eventos deste género, promotores da qualidade e da diversidade da oferta gastronómica local, a repetir em diferentes períodos do ano, disse Carlos Mendonça na ocasião, fazendo votos de que os próximos concursos possam contar com a presença de toda a restauração do concelho, a bem da qualidade e da diversidade da oferta local.

Data de Publicação: 31 Janeiro, 2017

Câmara comemora as Estrelas

Câmara do Nordeste comemora as Estrelas

 

A Câmara Municipal do Nordeste, de 31 de janeiro a 3 de fevereiro, promove mais um Cantar às Estrelas em diferentes freguesias do concelho.

As freguesias contempladas este ano com o Cantar às Estrelas serão São Pedro de Nordestinho, no dia 31 de janeiro, a Achadinha a 1 de fevereiro, a Algarvia a 2 de fevereiro e a Salga no dia 3 fevereiro.

A concentração para o Cantar às Estrelas terá lugar no largo da igreja de cada freguesia, pelas 19h00, devendo a população juntar-se aos cantares e ao folclore locais que integram o evento.

Data de Publicação: 27 Janeiro, 2017

Crónica de Um Amor Apregoado – Prémio Dinis da Luz

Por Joana Moniz Matos

Crónica vencedora do Prémio Dinis da Luz 2016

 

CRÓNICA DE UM AMOR APREGOADO

 
Dizem que a pior maneira de ficar na ilha, é saindo dela…

Garanto-vos que é verdade. E a verdade, mais do que nos fazer sofrer, corrói. Corrói de tal forma brusca e intensa que acabamos por sentir um certo prazer nesse sofrimento constante que nos tira o folego. Esse sofrimento indiscritível a que o Povo Lusitano decidiu chamar saudade. E eu senti tantas – mas mesmo podrizes – de saudades. Desde o banco de cimento virado para a encosta e para o nosso, tão nosso, manto azul na Borda da Ladeira (que, para quem não sabe, é um miradouro que fica situado a meio do concelho, na terra que me viu crescer) até à fatia de pão caseiro a escaldar na mão e a transbordar de manteiga, sempre que chegava a sexta-feira…
Mas eu parti. Entre o esconder das lágrimas que teimosamente escorriam pelo meu rosto fora e o rasgar de um sorriso que parecia não ter limites nem fim. Parti. Não fui para a guerra. Não emigrei. Parti. Apenas parti porque estava na hora de sair. De deixar. De ir.

Fui, sabendo que voltaria, e por isso mesmo pensei que assim as coisas ficariam mais fáceis de suportar. Até hoje não consigo saber se isso realmente ajudou em alguma coisa mas fiquei a saber de muitas outras. Descobri que uma das minhas melhores decisões foi ter escolhido a área que escolhi estudar e dar vida porque se há coisa em que me tornei rapidamente foi numa verdadeira Relações Públicas dos nossos pequenos grandes ilhéus, situados no meio do Atlântico.

Where are you from?
I’m from Portugal, but not from Lisbon or Porto. I’m from the islands. Azores.
From the islands? Really? Portugal has islands?

E a partir daí, uma conversa que tinha por hábito terminar num espaço de três a cinco minutos, facilmente se transformava numa conversa de horas, e horas, e horas… Uma conversa com direito a mapas, fotografias e vídeos. Uma conversa onde o entusiasmo dominava e ainda havia espaço para uma pitada de orgulho. Como poderia eu não sentir orgulho das ilhas, da minha ilha, do meu Nordeste?

Yes. We are nine islands. I’m from São Miguel and our main city is Ponta Delgada.
That’s sound really nice. And you live in the city?
Actually, no. I live in the farthest place comparing to the main city. I live in Nordeste.

Ficavam apreensivos. Achavam a ideia de viver longe da cidade principal algo terrivelmente assustador – mas depressa a opinião deles mudava. Como poderia não mudar? Mostrava-lhes tudo.

O Salto da Farinha, a Ribeira dos Caldeirões, a Vigia das Baleias, o Pico da Vara, a Borda da Ladeira, a Senhora do Pranto, a Boca da Ribeira, a Ponte dos Sete Arcos, a Praça, os Viveiros, os miradouros, as fajãs, os trilhos…

Falava-lhes de como era bom acordar com o chilrear dos pássaros; de não passar um dia sem ver o mar; de parar o carro no meio da estrada para uma vaca poder passar; de morar entre as encostas altas e verdejantes; de nas noites de verão ouvir os cagarros a voar até ao Pico da Vara; de ter os mais belos nasceres e pores-de-sol; de termos um pássaro só nosso, tão pequenino quanto misterioso; dos nossos recantos repletos de flores; dos serões nos jardins ao som das nossas tão emblemáticas filarmónicas, grupos de cantares e folclores; de pertencermos todos ao mesmo concelho e ainda assim falarmos de forma diferente (às vezes parece que comemos as palavras, com a pressa que as dizemos; outras vezes, arrastámo-las dizia-lhes, e eles respondiam-me com um sorriso tão curioso que eu achava delicioso).

Falava-lhes da tranquilidade, da paz interior, do sentimento de pertença. Do que é ser nordestense, do que é ser um dos nossos, do que se sente por fazer parte deste nosso cantinho a nordeste da Ilha.

Falava-lhes daquilo que temos e que mais ninguém tem; daquilo que somos e mais ninguém é.

Ficavam encantados. Diziam que eu era uma rapariga cheia de sorte por viver no Paraíso. E eu concordava, com os olhos a brilhar, de coração ao alto, quase a rebentar de tanto orgulho e com um sorriso tão grande nos lábios que parecia não caber no meu rosto…

Regressei. E depois de algum tempo longe do verde, das cascatas, dos canteiros com flores, dos cagarros, dos trilhos e do mar, consigo sentir tudo muito mais de perto. Bem mais de perto. É como se tudo o que eu tivesse espalhado aos quatro ventos, lá, bem longe, naquele lugar do mundo tão grande e agitado, fizesse ainda mais sentido. Cada vez mais sentido.

Pessoalmente, acho que merecemos tudo. E é precisamente por achar que merecemos mais e melhor que não consigo suportar a ideia de nós, nordestenses, permanecermos, muitas das vezes, de braços cruzados, à espera que a beleza do nosso cantinho a nordeste da ilha nos salve das marcas do tempo e do espaço.

Devemos parar de ser egoístas ao ponto de acharmos que nada é preciso ser feito só por já vivermos no Paraíso – porque para viver não basta existir, é necessário acreditar e, acima de tudo, saber defender aquilo que tanto acreditamos.

Por quem nos visita e, principalmente, por nós mesmos que aqui nascemos, crescemos e vivemos; que somos parte daquilo que é o Nordeste.

Regressei e estou aqui, na terra que me viu crescer, porque mais do que acreditar naquilo que temos, acredito naquilo que somos.

E, para mim, somos enormes.

Data de Publicação: 25 Janeiro, 2017

Nordeste Um Cantinho a Visitar

Por Vanessa Ferreira

 

Nordeste Um Cantinho a Visitar

 

Nordeste terra distante
Mas de uma beleza excecional
Tens paisagens de diamante
Natureza sem igual.

 

Muitas paisagens podes encontrar
Entre a Salga e a Pedreira
E até podes visitar
A nossa bela orla costeira.

 

Aqui vês o sol nascer
Com grande força e iluminação,
O nordeste tem muito para te oferecer
E para sempre ficará no teu coração.

 
Nordeste paraíso encantado
Com tuas vestes verdejantes,
Tens um lindo mar azulado
Encantas todos os teus visitantes.

 
Nordeste concelho de qualidade
Com seus costumes e tradições,
Oferece-nos tranquilidade
Na ribeira dos Caldeirões.

 
Presenteia-nos com o sol a nascer
Através de uma vista encantada,
Trás teus amigos e vem conhecer
O Miradouro da Ponta da Madrugada.

 
Na Algarvia está situado
Com uma vista bela e rara,
Por muitos é visitado
O mais alto da ilha – o Pico da Vara.

Aqui a ilha é outra.

Data de Publicação: 25 Janeiro, 2017

Entrevista ao piloto de rally David Paiva

Entrevista David Paiva

Piloto do Nordeste estreia-se no Campeonato de Rally dos Açores com o título de campeão

 

O ano de 2016 foi o ano das estreias para o piloto de rally do Nordeste David Paiva.
Foi o ano em que se “aventurou” à aquisição da primeira viatura de rally, como aquele em que se estreia no maior campeonato de rallies dos Açores e ainda leva para casa o título de campeão.
Foi no ano passado que David Paiva, natural da Vila do Nordeste, adquiriu a sua primeira viatura de rally, com o propósito de se iniciar como piloto no Campeonato Regional de Rally dos Açores 2016.

Entra no campeonato, cumprindo as quatro provas (Rally Lotus, em São Miguel, Rally Santa Maria, Rally Ilha Lilás e Rally Pico), quando inicialmente previa realizar unicamente os dois primeiros rallies.

De prova em prova, os resultados foram surpreendendo o piloto, dando-lhe a hipótese de ser campeão na sua classe, a VSH 2Rodas Motorizes ate 1400 c.c.
E assim foi. Não só completou as restantes provas do campeonato, como acabou por se sagrar campeão na sua classe.

Conquistar o título de campeão logo no primeiro ano de participação no campeonato, em que se estreia como piloto e em que adquire a primeira viatura – surpreendendo-se a si próprio- são naturalmente razões para que o piloto faça um balanço muito bom da época desportiva.

Na passagem pelas quatro provas, três das quais fora de São Miguel, David Paiva sentiu o orgulho de levar o nome do Nordeste a outras ilhas dos Açores, e dedica o título aos patrocinadores do concelho, que o ampararam neste desafio, assim como aos nordestenses em geral.

Levar o nome do Nordeste mais longe, continua a ser um propósito do piloto para o campeonato de 2017, contando com o primeiro ano de experiência e com a ambição de renovar o título conquistado.

Saiba mais sobre o David e o quotidiano de um piloto de rally na entrevista que lhe fizemos.

 

Quando e como surge este gosto pelo rally?
Comecei a ganhar gosto ao sete anos, quando comecei a ir ver o Rally Açores aqui na Tronqueira. É aí que começa a minha “paixão” por este desporto.
 
A sua família apoiou-o neste desafio?
Sim. A família é um dos apoios fundamentais que tenho. É com este apoio que me sinto motivado para cada prova em que participo. A minha esposa e os meus pais têm sido um grande ombro, e acompanham todas provas.
 
Começou a praticar com que carro e onde treinava?
Mal tive a carta de condução, tive logo uma grande vontade de me iniciar no rally. Comecei com umas brincadeiras, com um carro velho, na Tronqueira, até conseguir um carro de rally barato. Comecei por fazer rally pirata, diga-se, e desde aí com bons resultados, além de umas boas pancadas pela Tronqueira. Esperava pela noite – altura em que havia muito menos trânsito e em que não incomodava os lavradores – e lá ia treinar.
 
Antes da sua estreia no Campeonato Regional de Rally dos Açores (em 2016) que experiência tinha?
De 2011 até 2015, fui navegador, ao lado do piloto Ruben Santos. Foi um ensaio muito bom, porque aprendi muito ao lado de um piloto com experiência e, desta forma, fui conhecendo os rallies e os troços. A prática de navegador ajuda muito a iniciar o rally.
 
Que requisitos são necessários para integrar o Campeonato Regional de Rally dos Açores?
O fundamental é ter um bom orçamento financeiro. Infelizmente, os rallies são um desporto muito caro devido aos desgastes da viatura, às deslocações, estadias e outras despesas.
A preparação física é também muito importante neste desporto, pela concentração que nos é exigida e pelo calor a que estamos sujeitos. Todavia, o principal requisito é mesmo ter um bom patrocinador para apoiar nos custos.
 

“Com o esforço de todas as entidades e empresas aqui do Nordeste, foi possível conseguir o mínimo de apoios para realizar o meu sonho.”

 
Foi difícil conseguir patrocinadores para poder ingressar no Campeonato Regional?
Sim. Infelizmente foi muito difícil encontrar patrocínios, mas, com o esforço de todas as entidades e empresas aqui do Nordeste, foi possível conseguir o mínimo de apoios para realizar o meu sonho.
 
Que custos, aproximadamente, pode ter a participação num campeonato destes?
Os custos são elevados. Como já referi, este desporto é muito caro. Estão envolvidas muitas despesas, desde o material para o carro, os pneus, a gasolina e a deslocação da equipa e da viatura até às outras ilhas, sem contar com algum contratempo mecânico do carro que faça com que os custos sejam ainda mais elevados.
 

“Fomos campeões por mérito nosso e aprendemos a lição de que nunca devemos desistir apesar dos contratempos.”

 

Que rally o marcou mais na época de 2016?
Sem dúvida nenhuma, foi o último rally do ano. Fomos para a ilha do Pico separados por três pontos do nosso adversário. Quem ficasse à frente era campeão da classe. Mas, dias antes de nos deslocarmos ao Pico, foi detetado um problema no motor do carro, que reduziu a sua potência. Mesmo assim, acreditei sempre que conseguiríamos fazer a prova e lá fomos.
Sabíamos que era uma tarefa difícil ganhar, mas entramos no rally a dar tudo o que sabia e aproveitando ao máximo a estrada, no sentido de ganhar o máximo tempo possível, tendo resultado numa boa estratégia.
Fomos campeões por mérito nosso e aprendemos a lição de que nunca devemos desistir apesar dos contratempos. Esta deslocação ao Pico ficará marcada para sempre.
 
Que troço lhe deu ou dá maior gozo fazer? Há algum de que goste menos?
O troço de que mais gosto é o do Picos-Forno, do Rally Santa Maria. É um troço fantástico, que nos dá uma enorme adrenalina, no qual ando muito bem e o resultado costuma ser bom. Neste momento, não há nenhum troço de que goste menos.
 
Os resultados alcançados parecem ter excedido os seus objetivos. Contava com provas mais difíceis?
Todas as provas foram difíceis para mim. No primeiro ano, é conhecer o carro e aprender tudo, ou seja, começar do zero. Fomos para cada prova como sendo um desafio e sem saber o que nos esperava. Felizmente, os resultados foram bons.
 

Que perspetivas tem para este ano de 2017?

Espero continuar no ativo e gostava muito de evoluir neste desporto.
Gostava de continuar a levar nome do concelho do Nordeste o mais longe possível e de mostrar que há alguém que faz alguma coisa pela sua terra. Mas gostava de em 2017, pelo menos, defender o título conquistado e poder ter material mais novo para o carro, e assim poder avançar na classificação geral. Para já, estamos em conversações com alguns patrocinadores com o objetivo de estarmos de novo presentes no Campeonato Regional dos Açores 2017.
 

Sente que a sua participação no campeonato divulga o concelho do Nordeste?

Sem dúvida. Acho que é um bom retorno se trabalhamos nesse sentido, levando o Nordeste a outros locais dos Açores. O nosso objetivo não é só correr, mas sim dar a conhecer a minha terra e, se possível, ser cartão-de-visita para pessoas de outras ilhas.
 
Passou por mais três ilhas além de São Miguel. Alguma destas ilhas, para si e para outros pilotos, tem um interesse especial para este desporto em concreto?
Em todas as ilhas que visitei, as pessoas gostam muito de rallies, e ir lá correr para estas pessoas é fantástico. Fomos sempre bem recebidos e sentimo-nos em casa. Por isso, espero poder correr sempre nestas ilhas onde decorre o campeonato regional.

 

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Data de Publicação: 25 Janeiro, 2017

Condicionamento de trânsito

Condicionamento de trânsito a 4 e 5 de março

A Câmara Municipal do Nordeste torna público que estará condicionado o trânsito da Estrada Regional do concelho, nos dias 4 e 5 de março de 2017, em virtude da realização do passeio de todo o terreno, denominado RuiCar TT.
 

Edital aqui.

Data de Publicação: 18 Janeiro, 2017

Equipa internacional no Priolo Cup

1ª Equipa internacional a confirmar presença na 3ª edição do Priolo Cup
 

A terceira edição do Torneio Priolo Cup, Torneio de Futebol Infantil para o escalão sub-11, que irá ser disputada entre os dias 15 e 18 de junho de 2017, conta já com a confirmação de uma equipa internacional. Proveniente dos Estados Unidos da América, a equipa St. Michael´s Club, do Estado de Massachusetts, cidade de New Bedford, estará presente com 15 jogadores e 3 técnicos.

Após um primeiro contacto estabelecido com os responsáveis da equipa, durante a presença do Presidente da Câmara de Nordeste no Encontro de Nordestenses nos Estados Unidos no passado verão, foram desenvolvidas comunicações que culminaram na confirmação da participação da equipa.

A presença desta equipa enaltece a qualidade desta terceira edição, cumprindo, por um lado, o objetivo de projetar o torneio internacionalmente, e, por outro, aumentar a dinâmica proporcionada pelo Priolo Cup ao Nordeste, uma vez que a acompanhar a equipa estará uma comitiva de 71 familiares.

O Priolo Cup é uma iniciativa do município do Nordeste, lançada em 2015, em colaboração com outras entidades locais, com o objetivo de aumentar o índice de participação desportiva no concelho do Nordeste, o qual tem vindo gradualmente a crescer.

Paralelamente ao desporto, o município viu na realização do Priolo Cup uma forma de atrair gente ao Nordeste e de dinamizar o sector local que trabalha com o turismo.
Na última edição, em junho de 2016, o torneio infantil mobilizou cerca de 350 pessoas, entre atletas e equipas técnicas.

Data de Publicação: 10 Janeiro, 2017

Concurso Hospedaria e Parque de Campismo

Concurso público para cessão de exploração da Hospedaria São Jorge e do Parque de Campismo da Feira
 

A Câmara Municipal do Nordeste procedeu à abertura de concurso público para cessão de exploração da Hospedaria São Jorge e do Parque de Campismo da Feira, incluindo da Loja de Conveniência.
 

Consulte os anúncios aqui.

Data de Publicação: 6 Janeiro, 2017

Centenário do nascimento de Maria Mendonça

MARIA MENDONÇA (1916-1997)

Notável jornalista e escritora que desenvolveu múltiplas iniciativas com personalidades de renome e desafiadoras para o regime político da altura. A sua criatividade pioneira deixou marcas em vários projetos culturais da Madeira apesar do controlo da censura.

1- Maria da Trindade de Mendonça, natural de Nordeste, Açores, nasceu a 16 de Fevereiro de 1916. Era filha de Maria Raposo e de Manuel Franco de Mendonça e viveu a maior parte da sua vida no Funchal. Começou a escrever para os jornais aos 16 anos de idade e foi correspondente de vários jornais portugueses.

Como chefe de redação e depois como diretora, foi notável a sua passagem pelo jornal Eco do Funchal, desde 1951. De periodicidade semanal e Maria de Mendonça mudou-o para tri-semanário e introduziu-lhe várias secções, sobretudo culturais e recreativas, em especial «Cultura & Recreio» e «A Canoa», organizada por Maria do Carmo Rodrigues.

A jornalista Maria Mendonça foi ainda diretora e proprietária do jornal satírico da Madeira, o ” Re-Nhau-Nhau, (1929-1977). Durante 48 anos e em ambiente de apertada censura, este jornal chamou a atenção para inúmeras situações, quer ridículas quer penosas e que só assim poderiam expor-se e motivar alguma reação.

Fundadora da primeira “Casa Editora do Arquipélago da Madeira”, aí publicou obras valiosas como “Arquipélago da Madeira – Maravilha Atlântica”, da autoria de Maria Lamas; “Musa Insular”, de Luís Marino; “Falares da Ilha”; “Sé do Funchal”; e a colecção de livros infantis “A Canoa”.

Foi uma mulher dos “sete ofícios”, tendo-se também destacado na realização de encontros literários, tertúlias, principalmente no Pátio, à Rua da Carreira, com a presença de Maria Lamas e Etelvina Lopes de Almeida, entre outras personalidades de renome e desafiadoras para o regime político da altura, causando o desagrado da censura e da pide.

Organizou conferências e palestras de variada temática, e dinamizou exposições com artistas plásticos madeirenses, na Madeira e nos Açores. No continente português foi a primeira pessoa a apresentar obras de autores insulares na Feira do Livro de Lisboa, nos anos de 1954 e 1955.

Fundou o Centro Açoriano do Funchal, a Associação Jornalística Tertúlia Sem Título, Jornalistas da Madeira e a primeira Casa Editora do Arquipélago da Madeira. Ocupou cargos de responsabilidade na Inspecção Regional de Espectáculos e de Presidente da Assembleia Geral da Associação de Amizade ” Madeira- Açores”.Fundou ainda uma agência de publicidade.

Nos últimos anos da sua vida trabalhou na Direcção Regional dos Assuntos Culturais dos Açores.

Neste ano de 2016 assinala-se o centenário de nascimento de Maria (da Trindade de) Mendonça.

2 – Obras principais:

A Madeira Vista por Intelectuais e Artistas Portugueses, (1954);
Férias nos Açores, (s/d);
Presença Madeirense no Brasil, (1958);
Grupo Folclórico de S. Miguel, (1958),
Guia Turístico: Isto É a Madeira, (1960);
A Personalidade Multifacetada do Jornalista Manuel Inácio de Melo, (1984);
Os Açores através da Saudade, (1991).
Revista turística “Semana da Madeira”, em colaboração com Aragão Correia, Carlos Lélis e Aníbal Trindade

3 – Bibliografia :

“Eu, Maria, me confesso”, D.L. autobiografia publicada pela sua família em 2001.

“Açores, Madeira e Nordeste – O Percurso de Maria Mendonça / Jornalista e Escritora” de Ana Isabel Sousa. 2006

In: https://ruascomhistoria.wordpress.com/…/maria-mendonca-jor…/; http://funchalnoticias.net/…/no-centenario-de-maria-mendon…/;http://roinesxxi.blogs.sapo.pt/memoria-de-maria-mendonca-11…;

Fonte: “Dicionário de Mulheres Célebres”, (de Américo Lopes de Oliveira, Lello & Irmão Editores, Edição de 1981, Pág. 891)